sexta-feira, outubro 8

Oh! Darling - Marjorie estiano



Marjorie Estiano
Oh! Darling 
(tradução)
Oh! Querida
Por favor, acredite em mim
Eu nunca te machucarei
Acredite em mim quando eu disser
Que eu nunca te machucarei

Oh, querida
Se você me deixar
Eu nunca vou conseguir ficar sozinho
Acredite em mim quando eu te implorar
Pra nunca me deixar sozinho

Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e chorei
Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e morri

Oh, querida
Se você me deixar
Eu nunca vou conseguir ficar sozinho
Acredite em mim quando eu disser
Que eu nunca te machucarei

Acredite em mim, querida

Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e chorei
Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e morri

Oh! Querida
Por favor, acredite em mim
Eu nunca vou te deixar deprimida

Oh, acredite em mim, querida

Acredite em mim quando eu disser
Que eu nunca te machucarei


Serie: Desabafo nos Bons Tempos 5º


quarta-feira, outubro 6

O mistério da CAIXA - Part 1

 De volta as aulas

  - Pai, mãe, eu já estou indo para o colégio!
  - Certo, filho. - fala minha mãe
  Ah...que falta de educação a minha. Meu nome é Bernardo Carraz, tenho 15 anos. Sou baixinho, hereditário, meu pai Carlos e minha mãe Bruna Carraz também são. Hoje é meu primeiro dia de aula em um novo colégio. Apesar de ser o primeiro ano nesta cidade estou muito animado pelo que me espera. Os comentários da escola Impacto são os melhores. Pode ser que agora, no meio do ano, eu me prenda mais em ficar sozinho, já que todos devem estar com seu grupinho formado, mas nada que o tempo não resolva. Pronto, cheguei. Respiro fundo e sigo em frente pelos corredores de parede metade piso branco e metade pintada de branco. Passo pelo pátio e sigo em direção a sala. Ao abrir a porta, sou logo intimado por um menino que me parecia muito legal.
  - Oi novato, qual é seu nome? disse ele
  - Oi, sou Bernardo.
  - Meu nome é Rodrigo Oliveira, mas pode me chamar de Digo.
  Ele pega na minha mão e antes que eu pudesse dizer meu apelido entram mais 3 pessoas que vem em minha direção conhecer-me. Falo aquele comprimento para todos.
  Sete e meia. Primeiro horário. Aula de redação, não é uma das minhas favoritas. Prefiro literatura, todas aquelas histórias sobre romantismo, uma coisa meio gótica, sóbria... Pra ser sincero, gosto de escutar não de escrever. A professora se apresenta e pede para que eu o fizesse. Bem, não foi só ela que pediu. Os outros 11 professores fizeram o mesmo. Normal, sou “novato”.
  Dez horas e quarenta minutos. Intervalo. Para a minha surpresa, Digo passa os 20 minutos que temos, juntos a mim. Pergunta de onde sou, quem são meus pais, qual bairro moro, se eu estou gostando da escola...todas aquelas perguntas. Já via em Digo uma grande amizade futura. Onze horas. Nossa, vinte minutos passaram-se tão rápido. Fomos assistir as duas ultimas aulas, e para variar, a matéria que detesto: física.
  - Não estou a fim de assistir aula de física. Vamos filar no ginásio? – fala Rodrigo.
  - Você lê meus pensamentos, cara! – solto um sorriso
  Fomos até o ginásio, mas não chegamos a entrar. Ficamos no bando do lado de fora batendo um papo.
  - Sabe, como você já me disse que gosta de história, tenho uma deste colégio para lhe contar...
  - Ok! Sou ‘todo ouvidos’!
  - Pois bem. Alunos desta escola já morreram em um acidente envolvendo fogo...
  - Você quer dizer incêndio?
  - É, isso mesmo. Muitos jovens acabaram queimados por um incêndio até hoje desconhecido por muitos.     Nenhuma pista foi achada sobre o paradeiro do criminoso. Dizem que isso é coisa de uma maldição que jogaram nesta escola.
  - Como assim uma maldição? – pergunto e antes que ele podesse responder o assistente da coordenação vem se aproximando de nós.
  - Venha cá, - Digo me puxa pelo braço - ele não pode nos ver se não conta para a coordenadora que estávamos filando aula.
  Ele me leva para trás do ginásio, onde me deparo com uma porta de madeira trancada.
  - Digo, o que tem atrás desta posta?
  - Ai?! Bem...é um clubinho que existia mas foi fechado.
  - Por que?
  - Porque as pessoas filavam aula pra ficar namorando! – ele soltou um riso
  Um rato passa por meu pé e tomo um susto ao mesmo tempo em que olho para baixo. Enquanto Digo vigiava para que ninguém nos encontrasse eu observei que no chão de terra, logo enfrente a porta, havia uma cordinha fina, porém, me parecia muito resistente.
  - Pronto, venha! Vamos sair daqui. – fala Rodrigo
  - Sim... Sim... Está bem!