sábado, setembro 25

Salvando uma alma - Parte 7

 
Resgate

Resgate ou não, promessas ou mentiras, só corpo ou só alma... o que na verdade nos faz vir aqui. Aqui na terra! Minha missão já foi completa? Não, não foi! Perturbações ainda sondam o interior, o fogo que acabou com meu corpo ainda me queima a alma. Mas como acabar!? Já sei! A agente aprende com quem nos ensina. As trevas que não corriam em me, agora perambulam por meu espírito. E os mistérios ainda escondidos, devo desvendar. Ora, vocês pensam que as aulas acabaram? Acham que irei deixar como estar? Eu quero minha paz de volta.

sábado, setembro 11



tava olhando tua foto quando caí em minhas ideias loucas de menino iludido. eu sou um astronalta, viajando pelo espaço, sinto sua falta, eu quero te ter de volta. por mais que seja a distância da terra entre a lua estarei te olhando e te desejando. quero sentir tua boca na minha. teu olhar puro e profundo. tuas mãos macias. preciso de você agora. agora! e se do meu lado não estiver, não sei por quanto aguentarei, pois só seu corpo quente pode esfriar meu coração congelado.

terça-feira, setembro 7

Salvando uma alma - Parte 6



A casa em chamas

Nunca imaginei que um dia serviria para algo muito importante. Não me apeguei muito para saber por que eles tinham me escolhido. Gostava de ajudar e isso é o que importa. Aventuras e histórias para contar são o que mais gosto de fazer. Pois bem, mais uma para minha coleção.
O dia parecia estar passando muito rápido. Meus amigos fantasmas ficaram o dia todo comigo. Foram me dizendo onde era cada lugar da casa e os cuidados que eu teria de tomar.
17h48min. Subi para me arrumar, já estava chegando o momento em que eu iria me tornar um herói. Nossa! Como eu viajo nessas coisas! Entro no banheiro e tomo meu banho. Termino, me enxugo e vou pegar minha roupa. Tinha que ser algo do tipo Harry Potter com James Bond. Acho que não, em? Ao abrir meu guarda-roupa, me deparei logo com a caixa. Já tinha esquecido até que ela existia, mas, peguei-a e olhei para ver quem tinha a mandado e para quem era.
- Engraçado. Não tem nome, só endereço. Muito estranho.
Abrir, e para minha surpresa não tinha nada além de papel picado.
- Rodrigo, adianta! grita Mily
- Certo, já estou terminando.
 Deixo a caixa no chão e me arrumo depressa. Pego minha mochila e alguns apetrechos como lanterna, pilhas, casaco, biscoito recheado, spray de pimenta e meu mp3. Desço e seguimos a pé para a casa de Mily. Para minha sorte, meus pais tinham ligado mais cedo e falado que iriam chegar umas 9 horas hoje, tinham que fazer uma visita a um velho cliente.
- Chegamos. - diz Job – Agora é com você!
Faço que sim com a cabeça. Nossa, a casa era de arrepiar. Apesar de estar esses anos todos em um lugar não muito longe da cidade, nunca ninguém a reformou. Estava ainda em cinzas. O telhado meio que caído e o jardim acabado. Era grande e me lembrava o modelo de casa dos EUA. Entrei e fui procurar a escada, o que não era muito difícil, já que ficava na sala de entrada. Quando ia pondo meu pé na escada, escuto um grito de agonia. Arrepiei-me e o coração acelerou. Eles continuavam, ecoavam pelos corredores de cima da casa e desciam as escadas de onde eu iria subir. Mas eu sabia que tinha que continuar. Para minha sorte, trouxe meu mp3 na mochila. Coloco os fones de ouvido, “no ouvido” claro, e ponho para tocas as músicas de Link Park no ultimo volume.
- Agora não escuto mais os gritos! Nossa às vezes tenho medo de mim! Rum...
Vou subindo as escadas com menos preocupação. Viro para o corredor à direita onde os pais de Mily estavam. Engraçado, se os pais de Mily não podem sair daqui, porque ela e Job conseguiram? No momento em que terminei de pensar, meu mp3 desliga.
- O que houve? – o pego e bato – Vamos, funcione...
O tempo que ia perdendo com o aparelho, uma sombra se aproximava de mim e eu não estava percebendo. Até que então...
- Quem é você? - perguntei a uma mulher que estava vestida com um vestido branco, parecia um camisolão. Ela não tinha os cabelos e sua face era desagradável de olhar.
- Sou a mãe de Mily e hoje você veio nos salvar!
- Sim, vim salvar vocês. Mas tenho que ser rápido por que...
Nem consegui terminar a frase e um tremor me subiu dos pés a cabeça.
- O que está acontecendo? - perguntei com a voz falhando.
De repente, um fogo se acende na casa. Ela fica em chamas. Do nada.
- Conseguimos salvar nossas almas? pergunta Julio do lado de fora, em frente ao fogaréu.
- Sim. Agora vamos! responde Mily. – Temos que encontrar com nossos pais.
Era noite de lua cheia e o céu estava limpo de nuvens. A luz do luar fez a calma voltar a casa. Mily, Job e seus pais se foram. Abro meus olhos depois de alguns minutos e me deparo em frente a minha casa. Tento entrar, mas não consigo. Meu corpo arde só em pisar na calçada.
- O que está acontecendo? Mily, Job...onde estão vocês? Já foram?
Minhas perguntas me perturbavam. Algumas pessoas que passavam na rua não me viam. Tentei conversar, chamar a atenção e ninguém reparava em mim. Mas espere! Algo de errado em meu quarto. A luz estava acesa.
- Nove horas. - olho em meu relógio. – Pai, mãe, aqui em baixo! grito mas eles não me ouvem.
Depois de segundos, meu quarto explode com um fogo descontrolado. Tão raivoso e forte que iluminava a rua toda.
- Não!- grito e ponho a chorar. – O que está acontecendo? Não entendo! Espere...- as imagens e tudo o que passei com Milena e Julio me veio na mente – Desgraçados, o que vocês fizeram? – ajoelhado, as minhas lágrimas correm em meu rosto, depois de um tempo, o fogo se acalma e chegam algumas pessoas para verem o ocorrido – Já entendi. Compreendo. – como se alguém estivesse me falando algo, pressentir o que deveria fazer agora por diante.

quinta-feira, setembro 2

Caliginoso


Acordo pela manhã, e me deparo com o sol, percebo que a vida não é feita só de trevas. Mas é tão pouca essa senssação. O dia se torna cansativo ao decorrer de minha rotina. Passa o tempo e fico mais velho a cada hora, minuto, segunto. Finjo não estar no meu mundo, mas a verdade é que fico perdido em meus pensamentos. Fraco, calteloso, confuso...loucuramente louco, meu cérebro me deixa atorduado. Nas minhas poesias entro em um labirinto sem saída. A cada curva que sigo, me tomo pelo fracasso de me sentir melhor. Mas como pode o dia nascer lindo e se tornar caliginoso? O que faço de mim com essas perturbações que aflorão em minh'alma, deixando todo ácido contraproducente embaralhar meus pensamentos, sentimentos, movimentos...Agora?! Estou perdido, não tenho mais volta. O horizonte ja não é bonito. As flores tembém, não possuem mais cores e meu ar já se tornou poluído.

quarta-feira, setembro 1

Salvando uma alma - Parte 5



 Revelação
Estremecendo calado, minha expressão denunciava o que sentia. Arrependido talvez, de ter feito amizades tão rápido. Mas quem iria imaginar.
- Ta...acho que precisa ser esclarecido algo aqui né? Quem são vocês? Por que se aproximaram de me?
- Acho melhor você se sentar. – me sento ainda com muito medo, não sabia o que fazer, se corria, me escondia, mas talvez, o que eles tenham pra me falar seja algo de muita importância – A história que vou lhe contar, é de como eu e Job viemos lhe proucurar. Nascemos aqui mesmo em Lauro de Freitas. Fizemos parte da primeira turma do colégio Impacto. Era tudo ótimo e tranquilo. Brincávamos no clubinho e perdíamos muitas aulas. Nossas famílias sempre foram muito ligadas –ficava mais claro para mim o porque deles me mostrarem o clubinho, uma maneira de desabafo talvez, me sentia mais calmo ao desenrolar da história, não sabia ao certo o que se passava em minha mente neste momento, mas lá no fundo, tinha algo me dizia para escutar. – Um dia, estávamos em minha casa brincando, nossas mães estavam na cozinha preparando o almoço e nossos pais estavam na sala conversando quando de repente ouso um grito de uma mulher chamando por socorro. Ela estava em pânico, mas só eu e Julio escutávamos. Corremos para o meu quarto de onde aparentemente vinha os gritos, e quando chegamos, encontramos uma caixa. Parecia-me estranha. Guardei-a em meu guarda-roupa e não contamos nada para nossos pais. No dia seguinte, quando chegava da escola com Job, ocorreu um incêndio em minha casa. Meu pai e minha mãe estavam lá dentro. No meu desespero, entrei com Julio, ele se perdeu e acabou carbonizado, já eu...escutei a voz da mulher novamente, mas desta vez era uma risada diabólica. Fui direto ao meu quarto, mas quando cheguei já era tarde demais. Minha mãe tinha perdido todo o seu cabelo lindo e meu pai tinha a cabeça comida pelo fogo. Os pais de Job perderam as mãos e olhos no incêndio em sua casa, que por conhecidencia ou não, tinha sido no mesmo dia mas, uma hora depois do ocorrido em minha casa. Falam que foi escapamento de gás, mas não acredito muito.
Fiquei chocado com o que ouvi e mais ainda por descobrir que estava conversando com fantasmas.
- Então quer dizer que você são almas, certo? – responderam que sim com a cabeça – Mas o que querem de mim? Tipo, não entendo o por que de estarem comigo.
- Simples, - fala Job – Precisamos de sua ajuda para nos libertar o que nos prende nesta terra.
- E o que seria? pergunto
- Precisamos ir a nossas casas e encontrar nossos pais. fala Mily
- Então por que não vão sozinhos? Seria mais fácil e mais rápido.
- Porque não conseguimos entrar lá. Eu e Mily já tentamos uma vez e quando chegamos enfrente a casa de um de nós dois sentimos nosso corpo queimar.
- Então vocês querem que eu entre lá sozinho e chame seus pais?
- Sim, isso mesmo. fala Job.
- Mas tem algo de que precisa saber. – diz Mily – Existe uma energia que prende as almas aqui na terra. Não existe só eu e Job com a mesma história. Há algo de errado naquele colégio. Todos os nossos colegas morreram, menos um. Se você nos ajudar seremos gratos, mas estará pondo em risco sua vida. Você está disposto a nos salvar?
- Sim, sim.
Não pensei duas vezes em dar minha resposta. Tinha me apegado muito em pouco tempo. Mas se não estiver pronto para agüentar a carga que terei de carregar, talvez... para sempre? Não quero e não da para voltar atrás.
Terminamos a noite discutindo como seria amanhã. Eu tinha que ir as 19h para a casa de Mily e tinha 50 minutos para encontrar o quarto dela e falar com seus pais, depois ir a casa de Job e encontrar seus pais até 30 minutos, já que o incêndio não durou mais que isto. Eles me contaram que era pra eu ter muito cuidado, pois ainda se ouvia os gemidos e risos diabólicos. É, e para minha sorte amanhã é sábado.