segunda-feira, agosto 16
Poeta solitário
Escrevo para esquecer do mundo. No papel, ponho a obscuridade que me foi dada. Minha mente se acalma e esvazia a cada palavra. O que será do planeta sem a poesia? Aos males do futuro que modifica, vejo se perder a natureza mais bonita e junto consigo as frases do poeta abandonadas.Mas não as deixe sozinha, custa ao dono acha-las, e se toma-las, ouça o que tem a dizer, se são poéticas, o amor tende a viver. Como a música é, soa o som imaculada, do escritor vazio, da sua paixão despedaçada. Ao choro soluçante, engulo os sapos a me impostos, mas os saltos são altos, caiu quase em um poço. O que dizem já não importa, sou um poeta abandonado assim como minhas palavras na realva devastada.
Disperto o meu ser para o mais profundos e escuros sentimentos, onde perco minha fé e derramo meu própio vinho. Tento manter a força , quero ter mais poder, disparo contra a parede que fui preso, as correntes machucam e retiram meus pelos. O ódio é incondicional, uma energia que minha'alma toma como água suja por porcos do inferno. Grito para minhas trevas, pucho as correntes mais uma vez. Meus pulsos fortes sangram ao abraço torturados das presas. A brasa ardente causadora da dor humana, me faz gozar de prazer. Ô brasa amiga, mais uma vez, mais uma vez. Engradado pelo meu silêncio, já não absorvo os ardores do ferro quente do satanás, estou livre e elevado. Meu sorriso tornou-se mais corvenoso, e aos bois pretos, meu mais destestável e duradouro sofrimento.
Linda morena amiga
Ô amiga morena,
Teu riso brilho colossal,
Faz cadaver levantar
E trevas falecer.
Rico corpo morena,
Sua pele de ouro espanta o escuro.
Ivejado por mortais
Tua aurora é.
Mais iluminada é tua alegria.
Ofuscar-nos querem agora,
Mas cansam por tentar.
Linda morena amiga,
Mais bela por energia,
Não cansa de amar.
Teu riso brilho colossal,
Faz cadaver levantar
E trevas falecer.
Rico corpo morena,
Sua pele de ouro espanta o escuro.
Ivejado por mortais
Tua aurora é.
Mais iluminada é tua alegria.
Ofuscar-nos querem agora,
Mas cansam por tentar.
Linda morena amiga,
Mais bela por energia,
Não cansa de amar.
domingo, agosto 15
Um amor eterno
Corro sem saber onde ir, no caminho tenebroso que criei, só eu e eu podemos seguir. Cheios de teias, por mais velho que seja, ainda lembro das secas plantas que o inferno fez questão de queimar. O carvão risca minhas pernas, estraçalha minha roupa. Chão coperto de cadeveres, piso em seus ossos espinhentos, entram em meus pés e a dor difunde meus sentimentos mais perversos. Ao fim da trilha, me vejo em um despinhadeiro de pensamentos grotescos, mas agora já é tarde, olho para trás e vejo o que deixei: um mundo egoísta, cheio de insolentes e pertubados. Talvez minha alma não morra junto com meu corpo. Pulo e com um susto, a queda me faz lembrar do meu amor, grande amor. O que me curava da loucura que me impus e soterrava minha imaginação cavernosa. Os beijos mais quentes e milagrosos que pude ter, fervia meu coração derretendo cada cristal de gelo. O amor de tirar a roupa, de sentir o toque, de transmitir sensações. O amor que não descansa e nem se cansa, o que atura. Um amor enterno.
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