domingo, agosto 15

Um amor eterno

Corro sem saber onde ir, no caminho tenebroso que criei, só eu e eu podemos seguir. Cheios de teias, por mais velho que seja, ainda lembro das secas plantas que o inferno fez questão de queimar. O carvão risca minhas pernas, estraçalha minha roupa. Chão coperto de cadeveres, piso em seus ossos espinhentos, entram em meus pés e a dor difunde meus sentimentos mais perversos. Ao fim da trilha, me vejo em um despinhadeiro de pensamentos grotescos, mas agora já é tarde, olho para trás e vejo o que deixei: um mundo egoísta, cheio de insolentes e pertubados. Talvez minha alma não morra junto com meu corpo. Pulo e com um susto, a queda me faz lembrar do meu amor, grande amor. O que me curava da loucura que me impus e soterrava minha imaginação cavernosa. Os beijos mais quentes e milagrosos que pude ter, fervia meu coração derretendo cada cristal de gelo. O amor de tirar a roupa, de sentir o toque, de transmitir sensações. O amor que não descansa e nem se cansa, o que atura. Um amor enterno.

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