Nova Cidade
Não é fácil achar a felicidade, muito menos, quando as coisas não facilitam. Esperar sentado também não é uma boa idéia, mas a demora talvez faça uma pessoa não mais parecer como seja, ou quem sabe, ela tenha que mudar. Resgate? Quem acredita? Promessas? Quem as fez? Somos corpo e alma? Tantos segredos, tantos mistérios, muita coisa a desvendar.
Meu nome é Rodrigo Oliveira, tenho 15 anos e nasci na Bahia, numa cidadezinha a quatro horas de Salvador. Minha mãe se chama Cândida Oliveira e meu pai Roger Oliveira. Bem, sou filho único. Somos forçados a quase todo ano ter que mudar de cidade, geralmente de dois em dois anos. Já morei em Vitória da Conquista, Juazeiro, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Mutuípe - minha cidade natal - e agora, Lauro de Freitas. Não consegui me acostumar com esta vida. Ter que não se apegar as pessoas e fazer sempre o mesmo sacrifício de conquistar novas amizades. Não sou do tipo de garoto que se solta de início, para ser mais exato, sou tímido.
Moramos em uma pequena casa no bairro de Villas do Atlântico. Dois quartos, um banheiro, uma sala, uma cozinha e uma varanda, talvez seja a menor casa que já morei. Meus pais não têm tempo de fazer amizades, estão quase sempre trabalhando. Eles trabalham em um escritório de advocacia, possuem clientes em quase metade da Bahia. Costumam pegar casos grandes que duram sete meses, um ano, quinze meses. Acho que ficou claro por que mudo tanto de cidade. Só não morei em mais lugares pelo fato de ter nascido muito tarde.
Hoje é meu primeiro dia de aula. Terceira série do ensino médio. Minha expectativa é sempre a mesma, me chamarem de emo ou serem legais comigo. Acho que não entendo o porquê de ser chamado de emo! Só por ficar em meu canto sozinho, sem falar com quase ninguém, não ter amizades e prestar atenção nas aulas, não significa que eu seja. Legais? Bem, quase nunca. Mas algo me deixa confiante. Pela primeira vez, não me sinto mal por estar em uma cidade até então desconhecida para mim.
Seis e meia, hora de acordar e me arrumar. Tomo meu café matinal com leite e Nescal cereal, meu predileto. Minha mãe me dá pressa, ela sempre acha que vai chegar atrasada ao trabalho. Como rapidamente, pego minha mochila e vou para o carro. Sete e vinte chego na escola. Impacto é seu nome. Entro calado pelos corredores de parede metade piso branco e metade pintada de branco. Passo pelo pátio e sigo em direção a sala. Ao abrir a porta, sou logo intimado por uma menina que me parecia muito legal.
- Oi novato, qual é seu nome? - disse ela
- Oi, sou Rodrigo.
- Meu nome é Milena Carvalho, mas pode me chamar de Mily.
Ela pega na minha mão e, antes que eu pudesse dizer meu apelido, entram mais 5 pessoas que vêm em minha direção me conhecer. Falo aquele cumprimento para todos.
Minha turma tem 27 alunos. Agradeço por ser tão pouca. Não gosto de salas cheias, já que sempre existe aquele grupinho da bagunça e quanto mais alunos, mais o grupinho é grande.
Sete e meia. Primeiro horário. Aula de redação, a minha favorita. A professora se apresenta e pede para que os demais o façam. Bem, não foi só ela que pediu. Os outros 11 professores fizeram o mesmo. Para a minha sorte, não tinha motivos, até então, de estar nervoso ou algo parecido, tinha uns meninos meio loucos, mas isso faz parte. O que seria deste mundo nada correto, sem a felicidade dos malucos?
Dez horas e quarenta minutos. Intervalo. Para a minha surpresa, Milena passa os 20 minutos que temos, juntos a mim. Pergunta de onde sou, quem são meus pais, qual bairro moro, se eu estou gostando da escola...todas aquelas perguntas. Sinto-me menos solitário que de costume. Onze horas. Nossa, vinte minutos passaram-se tão rápido. Fomos assistir as duas ultimas aulas e, para variar, a matéria que detesto: física. Fico sentado em minha cadeira, rezando pela hora de ir embora.

Owwwnt Owwnt .... primeiro dia de aula, nunca esquecemoos. =)
ResponderExcluirObrigado por estragar a surpresa, uu" HUAHUA, ma que FÃ viu? rsrs te amo coisa
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